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ilicitum:

 19 years old Angelina Jolie
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Todo mundo tem um alicerce na vida e eu dei sorte do meu ser esse homem quase-sem-cabelo, com um timbre de voz que dá medo em quem acaba de conhecer e um coração do tamanho do mundo. Quando eu não tinha nem 1 ano de idade, foi ele quem me ensinou a nadar. Quando eu comecei a frequentar uma creche - que eu chorava todo-santo-dia pra não ficar por lá -, era ele quem me levava e foi ele quem resolveu o problema e me tirou de lá, também. Pra eu aprender a me defender, ele me levou pro karatê. Pra eu não precisar frequentar as aulas chatas de educação física, bancou meu jazz - onde eu particularmente não tinha ritmo nenhum - mas ele estava em todos os Festivais de Dança me aplaudindo de pé. Aos 15, deixei ele chorando no aeroporto por causa de um acampamento de 10 dias que eu fui no Paraná - pelo Movimento Escoteiro que, também, era ele quem me levava, trazia, bancava, etc, etc, etc. Acampamento esse que deixei ele cheio de aflição, porque não fiz cocô durante os 10 dias e fugia das ligações dele quando era pra mandar eu “ir resolver esse problema logo”, caso contrário ia parar no hospital com um tubo… enfim. Foi ele quem me deixou de castigo tantas e tantas vezes - variava de uma semana a um mês sem ver televisão, usar o computar - dependendo do tamanho da besteira que eu tinha feito. Era ele quem recebia convites e mais convites do coordenador do colégio quando eu saía do eixo - e muitas vezes pra ouvir coisas que ele mesmo já tinha feito quando era pequeno, como é que ia brigar comigo assim?! - mas brigava, conversava, até que eu tomei jeito. E veio a época de vestibular. Era ele quem chegava em casa com revistas e livros falando sobre o ENEM, teste vocacional, provas de múltipla-escolha. E ele me levou pro dia da tão esperada prova e ele quem me acalmou quando eu comecei a chorar desde o estacionamento do meu local de prova. E era ele quem estava me esperando quando eu terminei. E sempre é ele quando eu saio de uma prova, entro no carro e ele pergunta: “E aí, como foi?!” Foi ele quem esteve comigo no primeiro pé-na-bunda, meio sem jeito e sem saber o que falar, mas tava ali, comigo, mesmo sabendo que um dia eu ia descobrir que aquilo era besteira e que ia passar. E na minha formatura, quando ele não podia descer a escadaria comigo devido à uma dor nas costas, foi ele quem chegou lá no último segundo e me deu a mão, mesmo mancando, e aí foi muito mais fácil eu encarar aquela multidão. Foi ele quem me levou e me trouxe de todas as festas que eu fui - com uma reca de amigas minhas que dormiam aqui em casa porque as mães sabiam que ele ia deixar e buscar. E é ele quem está comigo hoje. Quando eu decidi cursar Jornalismo - e não passei na Federal - ele deu um jeito e hoje tô quase concluindo o curso. Ele não pode escolher minha faculdade como pode escolher minha escola; ele não julgou minha escolha e nem disse a frase clichê: “Jornalismo não dá dinheiro, por que você não faz um curso de gente? Medicina? Direito?” Queria eu que ainda fosse ele quem decidisse os melhores caminhos pra eu seguir, seguro e com a certeza de que tudo vai dar certo. Quando eu fui rejeitada pelo primeiro estágio, foi ele quem me falou palavras de incentivo pra não desistir. Quando antes ele vigiava pra eu não tropeçar, hoje em dia, talvez, ele deixe eu tomar a decisão só, pra passar pelos tropeços e aprender a cair e a levantar. Não é por ele estar sempre do meu lado, é por ele, além disso, acreditar em mim. Acreditar muito mais do que eu mesma acredito. São pelos incentivos, pelos puxões de orelha, pelas brigas e pelo carinho e amor infinitos que ele me dá. Quem conhece sabe muito bem do que eu to falando. Meu melhor amigo conheceu ele à 7 anos atrás e imagina só: ele achava que o papai era grosseiro e me batia, só por causa do jeitão dele. Hoje em dia ele diz que o papai é uma das pessoas de mais coração-mole que conhece. Meu namorado até hoje conta a história do dia que conheceu ele e de como ele concordava com tudo que o papai dizia, só porque não entendia o que ele falava ou porque tinha medo de discordar. Hoje ele sabe como pode contar com o papai pra qualquer coisa que precisar. Painho, eu não caibo mais no teu colo mas o nosso abraço se encaixa perfeitamente bem. Quando antes era você quem se preocupava com as minhas crises de asma, agora sou eu quem me preocupo com a sua saúde, quem vai contigo ao hospital de madrugada e dá carão quando você exagera no doce ou na farofa. E eu te devo isso, pai. Mas eu faço com todo amor! Hoje nós somos mais que pai e filha, porque além de eu contar meus segredos à você, você conta os seus também. E se hoje eu posso escrever pra ti, é por toda a educação e o ensino que você fez questão de me dar. É por ter me ensinado o que é certo na vida que eu te agradeço. Hoje eu te amo sabendo que você pode errar - e até erra - mas mesmo assim continua sendo a melhor pessoa que conheço na vida. Eu sei que a mamãe vai te mostrar esse texto uma hora. Quero que saibam que sou o que sou hoje - e posso nem ser muito, mas sei que, pra vocês, é o suficiente - por causa de tudo o que me proporcionaram nesses quase 21 anos de vida. Obrigada pela bagagem linda de amor que nós construímos durante todos esses longos anos! Vocês, cheios de limites, ultrapassaram muitas vezes pra me dar o melhor, sem se darem conta que o melhor já é ter vocês comigo.
 
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